Aumento dos divórcios – Mais interesse e menos amor

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Foi publicado hoje uma notícia sobre o aumento dos divórcios após a queda na quarentena. Na capa do Jornal de Notícias, o convívio prolongado e a ansiedade são apontados como principais motivos deste aumento.

Número de divórcios dispara após queda da quarentena Jornal de Notícias

Não foi mencionada uma coisa neste destaque da capa de jornal. Os serviços que tratam dos divórcios estiveram mais limitados durante a quarentena, provocando um acumular de processos. Logo, é normal que uma parte do aumento também tenha a ver com isto.

Mas excluindo a desculpa dos serviços, este aumento pós quarentena reflecte a verdadeira falta de amor já existente entre vários casais. Não pensem que o único motivo dos divórcios foi a chegada da pandemia. Se fosse só por isso, não era caso para este grande aumento que não vai ficar por aqui.

Nos tempos de hoje, cada vez mais casais se casam por interesses, de forma demasiado rápida e sem se avaliarem correctamente um ao outro.

Acham realmente que o convívio prolongado e ansiedade são desculpas para um casal se separar? Lógico que não. Eu desatei-me a rir quando li sobre estas duas “desculpas”.

 

Divórcios – Quando há tudo… menos amor

Muito dinheiro, casas e carros são alguns dos interesses por detrás de uma pessoa que se quer casar com outra. E sem ser bens materiais, ser bandido/a ou ter apenas olhos bonitos são também interesses classificados como ridículos. Então e aquilo que realmente interessa entre um casal? Amor e respeito acima de qualquer coisa material e supérflua, onde andam? Pois, esse é o grande problema.

O significado de amor tem sofrido uma espécie de mutação. Nos dias de hoje, menos se ama alguém por aquilo que é interiormente (não fisicamente), mas por aquilo que tem. Os beijos, abraços e mimos sentidos, a paciência e aquela verdadeira vontade de se estar um com o outro tornam-se mais obsoletos.

Pelo contrário, ser rico, ter um cargo importante, ser apenas bonito, ter um belo carro ou uma bela casa tornam-se as coisas mais importantes para se “amar” de verdade.

A pandemia do Covid-19 só veio confirmar tudo isto. Foram quase 2 meses de estado de emergência em que muitos casais tiveram que ficar em casa confinados, e com isto provou-se que muitos não se amavam de verdade. Imagino a falta de paciência, as discussões ou até a possível troca de agressões entre eles em casa.

Tudo aquilo que devia de existir e não existia contribuíram para os divórcios. As coisas estavam por um fio e o desfecho era só um, assim como inevitável, sendo apenas uma questão de tempo. Se existisse verdadeiro amor, ajudavam-se um ao outro e superavam juntos esta fase muito complicada.

Se dessas relações acabadas existiam filhos no meio, pior ainda. Nenhum filho merece ter pais de m*rda que não souberam tomar decisões acertadas, decisões essas que são fáceis de tomar.

 

Concluindo…

Os divórcios são sempre situações muito complicadas de se tratar, mas por outro lado, são considerados como remédio santo. Tratam-se do fim de um grande problema e que ajudam a ligar à procura de uma nova relação bem melhor. E se realmente aprenderam com os erros, certamente irão ter mais cuidado com a próxima pessoa.

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[Artigo em actualização. Última actualização: 14 de Junho de 2020]

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